Friday, 27 June 2008
Tuesday, 24 June 2008
Um conceito.
“Nós o povo dos Estados Unidos, a fim de formar a mais perfeita União, estabelecer a Justiça, assegurar Tranqüilidade doméstica, prover a defesa comum, promover o bem estar geral, e assegurar a Benção da Liberdade para nós mesmos e nossa Posteridade, determinamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América”. Este é o preâmbulo da Constituição dos Estados Unidos da América, assinada na Filadélfia em 17 de setembro de 1787. A história já provou que ela não é apenas um conceito. Ela é respeitada e amada pelo seu povo. Porque será que isso não acontece aqui?O Captain! My Captain...
Essa poesia do norte-americano Walt Withman (1819-1892) fez parte de minha infância e adolescência, tendo lugar reservado em minha memória. Sua beleza e dramaticidade jamais me deixaram, tanto é que escolhi uma frase de seu texto para servir de subtítulo a esse blog. Anos depois o vi com grande emoção no filme Dead Poets Society (Sociedade dos Poetas Mortos), Oscar de Melhor Roteiro Original em 1990, em cena clássica, quando os alunos do Professor John Keating (Robin Williams) sobem nas mesas para recitá-lo, no momento em que o professor deixa a sua sala de aula para ser substituído. Fantástico! Agora trago na íntegra o original e a tradução desse poema inesquecível. É lindo demais e quero dividí-lo com vocês. O CAPTAIN! MY CAPTAIN! O Captain! My Captain! Our fearful trip is done;
The ship has weather’d every rack, the prize we sought is won;
The port is near, the bells I hear, the people all exulting,
While follow eyes the steady keel, the vessel grim and daring:
But O heart! heart! heart!
O the bleeding drops of red,
Where on the deck my Captain lies,
Fallen, cold and dead.
O Captain! my Captain! rise up and hear the bells;
Rise up—for you the flag is flung—for you the bugle trills;
For you bouquets and ribbon’d wreaths—for you the shores a-crowding;
For you they call, the swaying mass, their eager faces turning;
Here Captain! Dear father!
This arm beneath your head;
It is some dream that on the deck,
You’ve fallen, cold and dead.
My Captain does not answer, his lips are pale and still;
My father does not feel my arm, he has no pulse nor will;
The ship is anchor’d safe and sound, its voyage closed and done;
From fearful trip, the victor ship, comes in with object won:
Exult, O shores, and ring, O bells!
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen, cold and dead.
But I, with mournful tread,
Walk the deck my Captain lies,
Fallen, cold and dead.
OH CAPITÃO! MEU CAPITÃO! Oh Capitão! Meu Capitão! nossa viagem medonha terminou;
O barco venceu todas as tormentas,
o prêmio que perseguimos foi ganho;
O porto está próximo, ouço os sinos, o povo todo exulta,
Enquanto seguem com o olhar a quilha firme,
o barco raivoso e audaz:
Mas oh coração! coração! coração!
Mas oh coração! coração! coração!
Oh gotas sangrentas de vermelho,
No tombadilho onde jaz meu Capitão,
Caído, frio, morto.
Oh Capitão! Meu Capitão! Erga-se e ouça os sinos;
Levante-se - por você a bandeira dança - por você tocam os clarins;
Por você buquês e fitas em grinaldas - por você a multidão na praia;
Por você eles clamam, a reverente multidão de faces ansiosas:
Aqui Capitão! Pai querido!
Aqui Capitão! Pai querido!
Este braço sob sua cabeça;
É algum sonho que no tombadilho
Você esteja caído, frio e morto.
Meu Capitão não responde, seus lábios estão pálidos e silenciosos,
Meu pai não sente meu braço, ele não tem pulsação ou vontade;
O barco está ancorado com segurança e inteiro, sua viagem finda, acabada;
De uma horrível travessia o vitorioso barco retorna com o almejado prêmio:
Exulta, oh praia, e toquem, oh sinos!
Exulta, oh praia, e toquem, oh sinos!
Mas eu com passos desolados,
Ando pelo tombadilho onde jaz meu Capitão,
Caído, frio, morto.
Monday, 23 June 2008
Lord Byron, mais uma vez.
Há nas encostas solitárias um arrebatamento,
Há uma sociedade, onde ninguém pode intrometer,
Pelo mar profundo, e música em seu lamento:
Eu não amo menos ao Homem, mas à Natureza mais,
Dessas nossas entrevistas, nas quais capturo,
De tudo que eu possa ser, ou tenha sido tempos atrás,
Para me misturar ao Universo, e sentir puro,
O que nunca posso expressar, ainda que não possa esconder.
Lord Byron (1788 - 1824), poeta britânico.
Sunday, 22 June 2008
Fortaleza, vida e liberdade.
O sol dourou telhados e prédios imponentes que silhuetam a minha cidade. A tarde desceu seu manto sobre Fortaleza. Um céu azul escuro, pontilhado de estrelas prateadas que ainda pode se ver daqui, brisa que não cessa. Capricho de um lugar que não se entrega a urbanidade daninha, que se espalha em ternura a cada esquina, que não se dobra a falta de poesia. Versos temos de sobra.Faróis acesos cortam ruas e praças, pessoas caminham com passos firmes de orgulho de viver aqui, de experimentar a arte de ser fortalezense, de ser dono de cada pedacinho dessa terra, que se derrama até o mar encontrando todas as nuances de verde que a vista pode enxergar. Sinto que minhas palavras ainda são injustas, que tudo que falar é muito pouco para dizer desse amor, dizer desse mistério que apaixona aos que passam, aos que são daqui, aos que ficam. Fortaleza, mãe de todos nós, que adota aos que lhe fazem reverência, aos que abraçam seus ideais, Fortaleza tradução de vida e liberdade, identidade dos bons de coração e alma leve.
Friday, 20 June 2008
Tuesday, 17 June 2008
Calam-se as pernas.
Pernas que falavam. Assim eram as pernas de Cyd Charisse, que nos deixou hoje, aos 87 anos, para tristeza dos que amam o cinema. Era um monumento em forma de mulher. Linda, como podem constatar pela foto que estou postando com seu autógrafo. Dançava como poucas, impressionante.
Cyd é de um tempo que não volta mais, quando a América ditava o estilo de viver, havia poesia e glamour em quase tudo e o mundo era muito mais bonito de se viver.
Cyd Charisse teve atuações inesquecíveis em filmes como "A lenda dos beijos perdidos", "Brigaddon", de 1954, dirigido por Vincent Minelli; "Para sempre em meu coração", de 1954, dirigido por Stanley Donen; e no célebre "Cantando na chuva", de Gene Kelly e Stanley Donen. Fica a nossa saudade, a nossa nostalgia e a nossa imensa gratidão por momentos tão especiais que ela nos proporcionou.
Sunday, 15 June 2008
Taking chances.
Com mais de 180 milhões de discos vendidos em todo o mundo em pouco mais de 25 anos, cinco prêmios Grammy e dois Oscar, e tendo encerrado há pouco, cinco anos de temporada de shows em Las Vegas, Celine Dion está com um novo trabalho que deve ser ouvido por todos aqueles que gostem de boa música. "Taking chances" é o título do CD com que a diva do pop volta à estrada. Entre as canções, que passam por pop, soul e até gospel, figura um tema, "That's just the woman in me", escrito pelo guitarrista de Katrina & the Waves, Kimberley Rew, há 15 anos e que ela quis recuperar. Nascida em Charlemagne (Quebec), Celine é a caçula de 14 irmãos dentro de uma família com grande tradição musical, e aos 12 anos já compôs sua primeira canção em francês."Taking chances" é uma irrefutável prova da qualidade do trabalho de Celine Dion, uma das maiores cantoras de nosso tempo.
Friday, 13 June 2008
O trem do tempo.
O tempo, esse inexorável trem do qual todos nós somos um pouco passageiros, trata de carregar-nos em seus vagões, através da vida, sem perguntar qual o seu destino, sem pedir bilhetes, sem dizer onde vai parar aquela viagem. Isso, que poderia ser assustador e pesaroso, pelas inúmeras dúvidas que carrega em seus trilhos, deve, a meu ver, revestir-se de magia justamente por esta característica indefinida e, certamente, jamais definitiva.O trem avança, passando por diversas paisagens, visitando lugares de culturas diversas. Fazendo curvas amplas e fechadas. Em cada estação, pessoas te esperam, em outras não. Nas estações em que lá estão, trocam experiências, falam de suas próprias vidas, dos trens que tomaram, das suas próprias paradas, suas viagens, seus desencontros. Disso é feita essa existência. Da soma de todas essas aventuras, de todas essas viagens, paradas, pessoas, imagens, cenários, paisagens, aromas, sabores, sentimentos, lembranças. Tudo isso, maturado em nossa vivência espiritual, amalgamado em nossa alma, nos escaninhos mais profundos dela, explicará os meios, justificará os fins e mostrará, decerto, a direção a ser tomada na estação seguinte, até a derradeira, quando os trens todos já tiverem passado e não haja mais para onde ir.
Até lá é nossa missão, visitar todos os lugares e pessoas que o Criador planejou para nós, sem resistências que desencorajem, sem preconceitos que nos bloqueiem, sem reservas que assombrem o nosso aprendizado e impeçam o nosso crescimento. A vida, pois, é antes de tudo, descobrir, experienciar, sentir. Foi crendo nisso que cheguei até aqui, que percebi o clima, o ânimo, a forma de ser, ouvi as canções, comi a comida, bebi a bebida, ri do mesmo riso, abracei pessoas, fiz amigos, criei alguns inevitáveis – embora não buscados - desafetos, chorei, me debati, observei, entendi.
Se hoje deixo essa estação em busca de outro lugar, vou-me sem mágoas, agradecido, profundamente agradecido, pela acolhida, pelo agasalho, pelas palavras de fé, pelos ouvidos pacientes, pelo silêncio respeitoso, pelos sorrisos abundantes, pelos afagos sinceros, pelas orações contritas. Saio de espinha ereta, com enorme orgulho do que plantei aqui. Se não colhi o suficiente não houve culpados.
Vou-me com os olhos postos no futuro, na próxima parada, nas curvas e retas que virão à frente. Vou-me com os braços e o coração abertos para encontrar novos passageiros, novos peregrinos, novos transeuntes, novos lugares, e percebê-los a todos. Vou-me contente pelos amigos que deixo para trás, porque sei que os verdadeiros; aqueles de primeira hora, que chegam sem chamados, que entram sem bater; estes irão comigo, porque aprenderam comigo, mas principalmente me ensinaram alguma coisa e uma lição jamais pode ser esquecida. Meus amigos são aquilo que aprendi e para um apaixonado pelo conhecimento como eu, não há como separá-los de minha memória e de meu bem querer.
Mas deixa-me ir. É já que o bilheteiro está me chamando. O maquinista apita. A locomotiva resfolega ruidosa, rodas de ferro tinem nos trilhos. Embarco sereno. No peito aquela sensação de dever cumprido. A busca de novos desafios me provoca. É dada a hora de partir. Abro a janela, puxo a cortina. O vento bate no meu rosto. Cerro a vista. Partimos. Para trás uma cidade, uma silhueta que vai se distanciando até sua importância ficar longe, e longe, e longe...
Boa sorte. Fiquem com Deus e até qualquer dia.
Thursday, 12 June 2008
Namorar.
Namorar. Hoje se faz muito pouco isso. Mas ainda há esperanças. Muito embora se espere bem mais pelas caixas coloridas das lojas de griffe do que pelo toque incomparável das mãos de quem se ama. Quase já não sobe a temperatura quando as peles se encontram. Quase não há romance. Hoje o negócio é correr atrás de dinheiro. Corre-se muito pouco em busca de quem se gosta. Amor virtual, internético, com papo de MSN.O sucesso tomou o lugar do par ideal. Hoje os encontros são em busca do melhor negócio. Fazem-se contas das contas bancárias. Mede-se patrimônio e não sentimentos. Eu lamento informar. Tem sido assim. Mas como eu disse, tem jeito. A solução está em desfragmentar o hard disk de sua alma. Dar-se licença de ser um pouco ridículo, de pegar-se chorando por uma mulher, de ter na memória o sabor daquele beijo, sentir aquele friozinho que desce pela espinha dos que gostam. Isso sim é se dar bem. Isso é estar no topo do mundo. Porque afinal, todas as coisas que lhe fazem realmente feliz são as menos pretensiosas, pode acreditar. O resto é marketing.
Sem apologia da mediocridade, nada substitui um dia na praia caminhando pela beira-mar e conversando água de coco ou sentar num banco de praça vendo as folhas do outono cair na companhia inseparável de quem escolhemos para partilhar nossos dias e noites. Coisa alguma pode superar o perfume que toma outras nuances quando repousa no corpo que se quer possuir. Nenhuma emoção pode traduzir a música que marcou aquele momento único. Quando se entende isso se percebe que a vida é feita de memória. Um grande arquivo de imagens, sentidos e frases que ficam perpetuados até que nos dissipemos desse lugar. E mesmo depois daqui carregamos o que vivemos e deixamos o que sentimos para que outros continuem a nossa caminhada.
Num mundo em que a marca é mais importante que a pessoa, o diferencial está no amor. Sem pieguice de qualquer espécie, aconselho-o a experimentar as coisas mais simples, porque não há nada mais sofisticado que a simplicidade. Viva a luz do entardecer, viva o sorriso, o afago, a tatuagem, a pele, os olhos que falam, o coração que salta, o arrepio que brota. Viva o fôlego que falta, a voz que aquece, o beijo que detona. Solte as amarras desse mundo fake e viva o mundo de verdade. O mundo dos que sonham, dos que dizem, dos que pensam, dos que tocam, dos que se aprofundam, dos que tem coragem de ir até o fim, dos que não se reservam, dos que são sem medida, dos que não se reprimem. Viva o mundo daqueles que confessam uma paixão. Porque um abraço diz mais que todos os presentes e um poema é mais forte que qualquer etiqueta.
A escolha.
"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Escolho meus amigos para saber quem sou." Oscar Wilde (1854 - 1900), escritor irlandês.
Saturday, 7 June 2008
Vamos a praia?
E Fortaleza não decepcionou...Ele, o sol, está aí reinando absoluto. E dia de sol aqui inspira ir ao Beach Park, o maior e mais emocionante parque aquático da América Latina. Veja que paisagem. Ali atrás pode se ver o parque aelólico da Praia do Japão comsuas imensas hélices a desafiar o vento. Tudo é belo, tudo é verdadeiro, tudo é Fortaleza. E aí? Vamos a praia?Friday, 6 June 2008
Tempestade a vista?
Começou a chover aqui em Fortaleza. Será que vem outra tempestade como aquela de ontem? Foi a maior chuva que me recordo ter assistido nessa cidade. Nunca vi outra igual. Centenas de raios e trovões. Água derramando copiosamente. O dia foi de brisa amena, mas a noite promete mais chuva. Vamos nos preparar.Monday, 2 June 2008
Um mundo menos glamuroso.
E o mundo acordou hoje menos glamuroso. Morreu aos 71 anos de idade, o estilista Yves Saint Laurent. YSL, último mito vivo que revolucionou a indumentária feminina do Século XX, lutava há um ano contra um tumor no cérebro, segundo informou seu amigo e co-fundador da firma YSL, Pierre Bergé. Companheiro de Saint Laurent durante 50 anos, nos âmbitos pessoal e profissional, Bergé se disse "profundamente triste" pela morte, apesar de afirmar que não era "um choque", dado que o câncer do estilista tinha sido detectado em abril de 2007. Nascido em 1º de agosto de 1936 em Oran, na Argélia, em uma família rica, inspirado sempre pela beleza e pelo estilo da mãe, o criador da saharienne (jaqueta tipo safári) e do fraque para a mulher, morreu às 23h10 (18h10 de Brasília) de ontem, domingo. O estilista será incinerado e suas cinzas serão colocadas em uma sepultura nos jardins Majorelle em Marrakech (Marrocos), vizinho à residência que Saint Laurent e Bergé compraram em 1980.Sunday, 1 June 2008
Quando a mesmice é bela.
Para quem mora em Fortaleza lindos dias de sol são comuns. É uma mesmice extremamente bela. A brisa única que sopra do oceano ameniza a brasa do calor e convida para visitar esse cenário. Aí na foto a Enseada do Mucuripe, com suas dezenas de barcos e jangadas. A praia cheia de gente feliz, de sorriso franco, água de côco, peixe freco, todos brindando a natureza que nos presenteia com essa festa para os olhos e para a alma. Quem vive Fortaleza sabe bem do que estou falando. Saturday, 31 May 2008
Live in Tuscany.
Se foi o maestro Pavarotti. Ponto. Ninguém irá jamais superá-lo. Os tempos são outros, os sentimentos são outros, o mundo é outro. Mas para embevecer os nossos ouvidos ainda temos Andrea Bocelli, tenor que volta as suas origens num evento único, registrado na Toscana Italiana, sua terra natal. O DVD/CD é intitulado "Andrea Bocelli - Vivere, Live In Tuscany".
Pela primeira vez foram reunidos todos os seus grandes sucessos num concerto emocionante. O cenário, a luz, a atmosfera do lugar contribuem para este ser um trabalho singular. Romanza, Time To Say Goodbye (Com te partiró), Vivo Per Lei entre outros. Gravado em 5 de julho de 2007, traz participações especiais do saxofonista Kenny G, do pianista Lang Lang e das cantoras Sarah Brightman e Laura Pausini. É uma obra muito especial produzida por David Foster, responsável pelo seu grande sucesso de 2006, o álbum Amore. Foster concebeu também discos de artistas como Josh Groban, John Lennon, Celine Dion e Michael Jackson.
Sendo assim, não espere. Vá a primeira loja que venda produtos dessa qualidade, leve o seu para casa, peça silêncio e viaje na voz maravilhosa de Bocelli e nos arranjos primorosos de Foster.
Pela primeira vez foram reunidos todos os seus grandes sucessos num concerto emocionante. O cenário, a luz, a atmosfera do lugar contribuem para este ser um trabalho singular. Romanza, Time To Say Goodbye (Com te partiró), Vivo Per Lei entre outros. Gravado em 5 de julho de 2007, traz participações especiais do saxofonista Kenny G, do pianista Lang Lang e das cantoras Sarah Brightman e Laura Pausini. É uma obra muito especial produzida por David Foster, responsável pelo seu grande sucesso de 2006, o álbum Amore. Foster concebeu também discos de artistas como Josh Groban, John Lennon, Celine Dion e Michael Jackson.
Sendo assim, não espere. Vá a primeira loja que venda produtos dessa qualidade, leve o seu para casa, peça silêncio e viaje na voz maravilhosa de Bocelli e nos arranjos primorosos de Foster.
O pequeno grande biquini.
Claro que Molly Sims, a estonteante modelo que o veste é muito mais maravilhosa que o biquini. A peça que é também linda e única, desenhada por Susan Rosen e a equipe da Steinmetz Diamonds, custa "apenas" US$ 30 milhões. Isso mesmo! Trinta milhões de dólares! O biquini é feito com uma armação de platina adornada com 151 quilates de raros diamantes de classificação D, sendo um de 51 quilates em forma de pêra, um de 30 quilates com um corte “esmeralda”, dois de 15 quilates com corte redondo e mais dois 8 quilates em forma, novamente, de pêra. O detalhe, é que todos os diamantes tem a melhor gradação existente, são absolutamente perfeitos, sem nenhum tipo de marca, mancha ou variação de transparência. Nem posso imaginar o que aconteceria se ela resolvesse desfilar com esta indumentária em alguma praia brasileira. Friday, 30 May 2008
Os fundamentos de Gandhi.
Gandhi (1869-1948) é mais conhecido por sua história como um político pacifista indiano. Mas o seu pensamento filosófico é também digno de nota. Os dez principais fundamentos para um mundo melhor de sua autoria são uma irrefutável prova disso. São eles: 01. Muda-te a ti mesmo - "Se você quer mudar ao mundo, antes de tudo comece você esta mudança para o bem".02. Tu tens o controle - "Ninguém pode fazer mal a você sem a sua permissão".
03. Perdoa e deixa-o ir - "O débil nunca sabe perdoar. O perdão é atributos de fortes. Olho por olho e todos acabaremos cegos".
04. Sem ação não vais a nenhuma parte - "Um pouco de ação vale mais que várias toneladas de discurso".
05. Preocupa-te com o agora - "Não se ocupe com o futuro. Viva o presente. Deus não nos deu nenhum controle sobre o amanhã".
06. Todos somos humanos - "Considere-se um simples indivíduo capaz de equivocar-se como qualquer outro mortal. Mas tenha, no entanto, a suficiente humildade para reconhecer seus erros e refazer seus passos".
07. Persistir, esta é a chave - "Primeiro te ignoram, depois debocham, depois brigam contigo, depois... você vence".
08. Vê o que as pessoas tem de bom e ajude-as - "O homem se torna grande e promissor tanto quanto trabalha para/e com seus semelhantes".
09. Seja conseqüente, seja autêntico, seja verdadeiro - "Felicidade é quando aquilo que pensa, que diz e o que faz está em harmonia".
10. Continua crescendo e evolua - "O desenvolvimento constante é lei da vida, e o homem que sempre tenta manter seus dogmas para parecer consistente se arrasta para uma falsa posição".
E por falar em celular...
Um pequeno trecho de cerca de quinze segundos da Grande Valsa, composta para violão solo por Francisco Tárrega em 1902, deve ser provavelmente uma das melodias mais conhecidas do mundo moderno. O motivo para isso é ela ter sido adotada pela maior fabricante de celulares do mundo no final da década de 1990 para servir de campainha padrão dos telefones polifônicos da Nokia, o incansavelmente ouvido "Nokia Tune". Para se ter uma idéia mais palpável da quantidade de pessoas que escutam diariamente esta campainha, considere que apenas no ano de 2007 a Nokia vendeu 440 milhões de aparelhos celulares, o que correspondeu a 40% da venda total de aparelhos celulares em todo o planeta. Mas o fato é que, depois de cerca de nove anos, a marca finlandesa resolveu fazer uma bem vinda atualização do Nokia Tune, que está tendo sua estréia em um novo aparelho da marca, o N78, esse aí da foto.Ligação importante.
E para não perder o ritmo, vamos falar do celular mais caro do planeta. O Piece Unique - peça única - da GoldVish, é um artefato tecnológico com tudo o que tem direito: bluetooth, câmera digital com zoom, MP3, FM, cartão de memória de 2 gigas entre outras coisas. Para completar o design é do consagrado Emmanuel Gueit, diretor de criação da GoldVish e responsável pelo design da Swatch. O modelo "Le Million", esse aí da foto, é de ouro e cravejado com 120 quilates em diamantes perfeitos e custou a irrisória quantia de 1 milhão de euros. Só foram fabricados três unidades até agora, sendo que uma delas foi comprada por um milionário de Hong Kong e outra por um milionário russo. Alguém se habilita a adquirir a terceira? E ainda tem gente que diz que o I Phone é caro. Que injustiça! Para os mais modestos...
Mas, para os que tem o bolso mais modesto, há o Parfum VI, com 10 centímetros de altura, embalado em platina, ouro 24 quilates, rubis e diamantes, o frasco custa a bagatela de US$ 96.500. A inspiração do perfumista Arthur Burnham foi o Rolls-Royce Silver Phantom Six, do qual herdou o nome (Six). A famosa fabricante de carros de luxo produziu inclusive a caixa em que ele vem acondicionado.Cheiro de coisa boa.
Este é o perfume que desde o final do ano passado vem encantando - esse sim - as estrelas do mundo daqueles que de quase nada precisam. Ele vem acondicionado em rico frasco de cristal baccarat, adornado com diamantes e raspas de ouro. A fragrância foi criada pelo perfumista Clive Christian e de tão exclusiva, a edição Imperial Majesty Nº 1 For Women precisa ser encomendada. O perfume foi usado pela atriz Katie Holmes no dia de seu casamento com o ator Tom Cruise, apenas para citar uma celebridade que aderiu ao aroma especial e único. Alguns compradores consideram o Imperial Majesty pela sua singularidade, um verdadeiro investimento. Tuesday, 20 May 2008
Dias muito estranhos.
Cada tempo tem seus homens, seus símbolos, seus heróis. O norte-americano Edward Kennedy, Senador Democrata pelo Estado de Massachusets é um deles. Ted é o último irmão vivo do ex-Presidente John Fitzgerald Kennedy, assassinado em 22 de novembro de 1963. Outro de seus irmãos, o Senador Robert Kennedy, foi assassinado em 5 de junho de 1968, quando fazia campanha para a eleição presidencial.Eleito pela primeira vez em 1962, Ted Kennedy ostenta o segundo lugar em permanência na Câmara Alta, com 45 anos no exercício desse cargo, após Robert Byrd, pela Virgínia Ocidental. O Senador tem forte influência no Partido Democrata e no Congresso, é um crítico feroz do presidente George W. Bush e apóia o pré-candidato Barack Obama.
Eu não gostaria de falar sobre isso, mas fazer o que? Foi revelado hoje que ele tem um tumor maligno no cérebro. Um choque para os que, como eu, acompanharam a trajetória dessa família, sempre permeada pela tragédia e a dor.
Em dias em que perdemos o Papa João Paulo II e Luciano Pavarotti, Paulo Autran e Zélia Gattai, a perspectiva de perdermos Ted Kennedy é mais uma lacuna que se abre no imenso abismo deste início de século, onde o que tem valor está se perdendo, ante o massacre violento da mediocridade e da mesmice. São dias muito estranhos. O mundo está precisando ser repensado. Nossa maior crise não é outra senão uma profunda crise de valores.
Saturday, 26 April 2008
Até qualquer dia.
Eu nunca gostei de despedidas...Sempre achei que fica aquele travo na boca como se algumas palavras que devessem ter sido ditas não tivessem sido. Fica aquele nó que não desata, de uma garganta que não ousa um balbucio sequer. Não diz palavra quem se despede. E por mais que tenha dito, de nada vale para quem fica quando percebemos que tudo é finito nessa fagulhar existência. É uma inexplicável inércia. Relógios que param. Nada além disso.
Quem vai deixa sempre uma sensação de solidão, de vazio sem fim, que pensávamos só existir nas páginas da literatura. Não é bem assim, diz o autor. A vida imita a arte diz o poeta. E ficamos aqui nós, sofrendo mais do que quem se foi, perplexos naquele entreolhar febril e um arrepio desconhecido de abandono e dor. Quando alguém se vai, sem dizer adeus, ficamos com uma sensação de orfandade. Desgarrados que ficamos de quem se vai sem olhar para trás.
Hoje todos nós estamos assim. Olhar perdido num horizonte insondável, numa Fortaleza muda que foi uma paixão incalculável, nessa vida de turbilhões e furacões que aqueles que desafiam a natureza tão bem conhecem. Nesse dia nem deveríamos estar. Bastaríamos ser para sentir o coração amargurado de impotência, o espírito pálido de espanto, um torpor estranho de quem foi tomado pelo braço e atirado no escuro. Estamos cegos de ausência.
Eu nunca gostei de despedidas...
Mas quem se vai, assim, sem dizer porque, não fecha mala, não leva bagagem, não desliga o laptop, não deixa mensagem no celular, voa pra longe sem pegar avião. É por um instante pássaro, quem viveu de sonho e tinta num delírio psicodélico de Van Gogh.
Que saudade estamos nós vivendo, em mais essa prenda que nos prega essa vida... Ficamos aqui cismando sobre esta elipse desassombrada e malabarista que desferiu um daqueles homens que fazem da história uma aventura fantástica, liberta, plural, ousada, interminável, sem dúvidas ou sofismas, derramada de paixão de tal forma, que nem a morte pode estancar.
Mas quer mesmo saber? A verdade é que eu nunca gostei de despedidas... Até qualquer dia então.
Para Demócrito Dummar.
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